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Chás

  • Chás

    A delícia da primavera e das flores comestíveis

    Sei que ninguém vai fazer revolução comendo comida de fada colorida e enfeitada com flores, mas também não faz mal nenhum adicionar flores comestíveis aos pratos e infusões, principalmente se elas estiverem dando sopa no nosso bairro, vai?

    Em homenagem à primavera que chega florescendo tudo, vim contar que cerca de 85% das flores são comestíveis, informação que até pouco tempo eu não sabia. Mas não é pra sair colocando tudo na boca antes de pesquisar, viu? Tem que achar uma fonte segura antes, principalmente em razão de tudo que vem do reino vegetal variar tanto o nome de região para região. No livro “Plantas Alimentícias Não Convencionais”, dos autores Valdely Kinupp e Harri Lorenzi, dá para encontrar várias indicações e receitas.

    Flores comestíveis

    Vou citar algumas que são seguras para comer: ipê, mini rosas clássicas, calêndula, amor-perfeito, capuchinha, amor-perfeito de verão (torênia), borago, cravina, violeta de cheiro, prímulas, tulipa, petúnia, begônia, pétalas de girassol, e por aí vai. 

    É maravilhoso demais ver como elas podem ser crocantes, picantes, amargas ou suaves, nunca sei o que esperar! Tenho feito alguns testes aleatórios aqui em casa, outro dia coloquei flores até no café, bruxaria das boas, né? 

    Aqui tem uma receitinha ótima com flores de ipê. 

    Infusão para equilibrar o feminino

    Os chás e infusões habitam o imaginário da humanidade há séculos; e não é à toa: sorver goles de ervas e especiarias delicadamente combinadas é um exercício de “escuta” do aroma do mundo. Adoro criar novas misturas e brincar de resgatar memórias de infância através dos cheiros, pois vejo muita beleza em tirar um tempo para respirar e sentir meu coração enquanto preparo uma xícara de alguma mistura inusitada. A fragrância que os ingredientes soltam perfuma a casa e me prepara para um momento de carinho e autocuidado.

    A sálvia  a flor de jasmim são conhecidas como plantas que despertam o feminino que habita tanto em homens quanto em mulheres. Além disso, a sálvia tem efeito expectorante, controla os hormônios e,
    portanto, é indicada no período menstrual ou na menopausa. O abacaxi é diurético e foi adicionado para conferir uma doçura que ameniza o sabor pungente da sálvia.

    Ingredientes para 1 caneca

    300 mL de água filtrada
    1/2 xícara de casca de abacaxi
    3 flores de jasmim
    1 cl. (sopa) de folhas de sálvia-espanhola ou 1 gora de óleo essencial de sálvia

    Como fazer

    Adicione a uma panela a casca do abacaxi e deixe reduzir até a água ficar corada.

    Desligue o fogo, coloque a sálvia ou o óleo essencial de sálvia e misture.

    Sirva em seguida.

    E-book gratuito Chás e Infusões Essenciais

    Essa é uma das receitas do e-book que lancei com a Editora Laszlo, na mesma época em que lancei meu livro Cozinha Extrassensorial. 

    Se quiser mais infusões, baixa meu e-book gratuito aqui!

  • Chás / Receitas

    Dicas e receitas de óleos essenciais e infusões para lidar com as fases menstruais

    Somos cíclicas, lunares, deusas

    Vivemos numa cultura patriarcal que nos poda, maltrata e nos faz odiar nosso corpo e nosso sangue. Ser mulher, por si só, é um tabu: “fecha as pernas, senta direito, masturbar é feio, tira a mão daí, não fale palavrão, seja discreta, sorria, homem é assim mesmo, aceite, acate, reprima, esconda, se cale”.

    São tantas culpas, amarras, regras e posturas impostas que é fácil esquecer do quanto nós, mulheres, somos cíclicas e poderosas. Consequentemente, perdemos a conexão com a alimentação, com o corpo, com a escuta interior. Lembro bem que quando iniciei minha vida sexual na adolescência:  inventava desculpas para não encontrar meu namorado nos dias em que a menstruação chegava, de tanta vergonha. A mídia, a indústria alimentícia e farmacêutica  nos vendem receitas prontas que contribuem para que a gente se desconecte da nossa melhor versão e do lado feminino.

    A sociedade é cruel com a mulher. Vemos propagandas de absorventes com sangue azul que nos mostram como ficar plenas na “pior” fase, vendendo a ideia de que o sangue deveria ser escondido. Vemos meninas emendando cartelas de anticoncepcional para não menstruar no fim de semana,  mulheres em salas de cirurgia para reconstruir o hímen e “adequar” a vulva a um padrão estético inatingível, livros e mais livros de educação sexual maquiando a real fisiologia da vulva, demonstrando o órgão sexual feminino como um buraco feito para acolher o pênis. 

    Mas POR QUÊ?

    Por que somos julgadas, perseguidas, mortas simplesmente por sermos mulher?

    Como a menstruação, tão natural e inerente ao feminino, pode ser considerada suja?

    Em que momento da história a conexão com nosso corpo se perdeu?

    Quando fomos obrigadas a nos calar?

    Por que a mulher é subjugada, reprimida, tolhida de seus direitos?

    Por que as escolas têm livros que nos levam a crer que nossas vulvas são deformadas?

    Quando eu tinha 13 anos um médico, diante do meu quadro de terríveis cólicas, indicou o uso de anticoncepcional sem sequer fazer qualquer exame. É claro que determinados medicamentos podem ser clinicamente indicados para determinados quadros médicos, o que questiono hoje é o uso indiscriminado deles. No meu caso, usei hormônios por toda a vida sem questionar o porquê daquilo. 15 anos depois de tanta anestesia, senti vontade de entender meu corpo como ele é, e tem sido uma surpresa incrível. Estou usando cada fase do meu ciclo para potencializar minhas habilidades, para ter mais paciência comigo mesma e mais autocuidado.

    Precisamos questionar, precisamos nos CONHECER!

    Inspirada nessa nova fase da vida e no avanço do feminismo, para honrar o corpo da mulher e tudo que envolver a essência feminina, resolvi escrever esse post-manifesto que traz infusões, dicas de alimentos e óleos essenciais para adotar em cada ciclo, além de dicas variadas de materiais para ler e ouvir que podem abrir caminho para o autoconhecimento. 

    A aromaterapeuta Letícia Marinho (@le_marinho e @essenciall.co) nos brindou com indicações de Óleos Essenciais para cada fase do ciclo menstrual. Para entender o uso seguro dos OE, acesse aqui o e-book que ela elaborou sobre o tema. Letícia promove o incrível Workshop Ciclo Feminino e Ferramentas para o Bem-Estar da Mulher.

    Vamos juntas?

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  • Chás / Receitas

    Infusão da leveza (digestiva e desintoxicante)

    Essa infusão é poderosa e desintoxicante do corpo, favorecendo uma melhora na retenção de líquidos e circulação. Além de saborosa, a erva doce é um potente digestivo e ajuda a eliminar gases.

    A cavalinha tem propriedades diuréticas e acelera naturalmente o metabolismo. Já o dente-de-leão é uma planta espontânea muito rica em nutrientes e eficiente no controle do colesterol, além de estimular o fígado. Por fim, a camomila acalma, desacelera e também ajuda a digerir alimentos e emoções =)

    Ingredientes para 2 canecas de infusão da leveza:

    400ml de água filtrada
    2 cl. (de sopa) de erva doce
    1 cl. (de sopa) de camomila
    1/2 cl. (de sopa) de dente de leão
    1/2 cl. (de sopa) de cavalinha

    Como fazer:

    Leve a água ao fogo e desligue assim que borbulhas começarem a formar. Desligue o fogo.

    Numa caneca, coloque todos os ingredientes, depois adicione água e espere até que o aroma apareça ,o que vai levar cerca de três minutinhos.

    Coe e sirva em seguida!


    Essa receita foi elaborada pela minha amiga Bruna Marta (@brunamartaf) e foi por nós ensinada no último Workshop Cozinha Intuitiva. A próxima edição já está com inscrições abertas, só clicar aqui. 

    Foto por @fernandabatis =)

  • Chás

    Infusão da felicidade

    Antes da infusão, uma pequena passagem sobre a felicidade, essa danada

    “Felicidade” vem do latim “felicĭtas,ātis”, e significa ‘prosperidade, dita, ventura’. Segundo Luís Erlin, em “8 caminhos para a felicidade, “Felix” queria dizer, originalmente “fértil”, “frutuoso”, “fecundo”.

    Feliz, então, seria quem produz frutos?

    Monja Coen, uma brasileira que abandonou a vida cotidiana para passar suas vivências pessoais através dos ensinamentos do dharma, disse que “condições boas nós criamos”. O budismo crê que, domando a mente e controlando nossos desejos, que são incessantes e levam à insatisfação, poderemos então ser felizes.

    Acontece que nossa mente, que representa apenas uma parte do nosso ser – composto também de espírito, corpo e coração, parece ter sido treinada pelo inconsciente coletivo para viver o auto martírio, para duvidar da nossa voz interior e buscar a vida além do presente.

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  • Chás

    Infusão mágica da primavera

    Propriedades curativas da infusão mágica da primavera

    Essa infusão foi pensada para abrir a primavera, época em que as mudanças de temperatura costumam ser evidentes e deixam muita gente resfriada.

    O Capim-cidreira é muito usado na desintoxicação do corpo, combatendo gripes e resfriados por conter Vitamina C. Além disso, é antibacteriano e antifúngico. 

    Já a flor do manjericão é usada na receita para dar boas-vindas à época que nos convida a florescer!

    Muita gente descarta a florzinha pensando que ela não é comestível, mas ela pode ser usada sem medo.

    Momentos capturados pela @fernandabatis no meu Workshop Cozinha Intuitiva

    Ingredientes para 2 canecas da infusão mágica da primavera:

    400ml de água filtrada
    2 cl. (de sopa) de flor de manjericão
    1 cl. (de sopa) de capim-cidreira

    Como fazer

    Ferva a água e desligue o fogo.

    Numa caneca, coloque todos os ingredientes, depois adicione água e espere até que o aroma apareça.

    Coe e  sirva em seguida!

    Por que essa infusão é mágica?

    O manjericão é uma erva ancestral, muito usada em inúmeras religiões no mundo. Conheci a história do manjericão numa visita que fiz ao interior de Minas Gerais, conto tudo no post Cozinhar É Participar do Mundo.

    E para celebrar esse momento de chegada da primavera, deixo aqui um belo texto que foi publicado pelo Rubem Alves no Correio Popular:

    “POR ESTE MUNDO

    “Ó Deus, nós te damos graças por este universo, nosso lar; pela sua vastidão e riqueza, pela exuberância da vida que o enche e da qual somos parte. Nós te louvamos pela abóbada celeste e pelos ventos, grávidos de bênçãos, pelas nuvens que navegam e as constelações, lá no alto.
    Nós te louvamos pelos oceanos, pelas correntes frescas, pelas montanhas que não se acabam, pelas árvores, pelo capim sob os nossos pés. Nós te louvamos pelos nossos sentidos: poder ver o esplendor da manhã, ouvir as canções dos namorados, sentir o hálito bom das flores da primavera.

    Dá-nos, rogamos-te, um coração aberto a toda esta alegria e a toda esta beleza, e livra as nossas almas da cegueira que vem da preocupação com as coisas da vida e das sombras das paixões, a ponto de passar sem ver e sem ouvir até mesmo quando a sarça, ao lado do caminho, se incendeia com a glória de Deus. Alarga em nós o senso de comunhão com todas as coisas vivas, nossas irmãs, a quem deste esta terra por lar, juntamente conosco.
    Lembramo-nos, com vergonha, de que no passado nos aproveitamos do nosso maior domínio e dele fizemos uso com crueldade sem limites, tanto assim que a voz da terra, que deveria ter subido a ti numa canção, tornou-se um gemido de dor.

    Que aprendamos que as coisas vivas não vivem só para nós; que elas vivem para si mesmas e para ti, que elas amam a doçura da vida tanto quanto nós, e te servem, no seu lugar, melhor que nós no nosso.

    Quando chegar o nosso fim, e não mais pudermos fazer uso deste mundo, e tivermos de dar nosso lugar a outros, que não deixemos coisa alguma destruída pela nossa ambição ou deformada pela nossa ignorância. Mas que passemos adiante nossa herança comum mais bela e mais doce, sem que lhe tenha sido tirado nada da sua fertilidade e alegria, e assim nossos corpos possam retornar em paz para o ventre da grande mãe que os nutriu e os nossos espíritos possam gozar da vida perfeita em ti”.

    (Orações por um mundo melhor, Walter Rauschenbusch, PAULUS, 1997)

  • Chás

    Chá termogênico de gengibre com canela

    O gengibre como tempero

    O gengibre, no norte do Brasil também conhecido por mangarataia, é um caule muito poderoso, que utilizo sempre como tempero tanto de comidinhas doces quanto salgadas, e também para fazer fazer sucos e chás.

    Ele é responsável por dar um “up” em qualquer receita!

    Como fazer o chá de gengibre com canela

    O chá de gengibre com canela é termogênico, ajuda na digestão e dá aquela acordada, e é por isso que nos dias em que quero descansar o estômago do café, fervo meio litro de água, desligo o fogo e coloco pedacinhos de canela em pau e rodelas de gengibre com casca e tudo e depois tampo com algum paninho.

    Quando o odor gostoso do chá começa a soltar, depois de cerca de 5 minutinhos, está pronto para beber.

    Dica para descascar o gengibre facilmente

    Ao invés de usar uma faca para descascar o gengibre, use as costas de uma colher para raspar, é lindo ver como ela sai bem fininha, com facilidade!

    Use a casca do gengibre #reaproveite

    Dá para secar as cascas do gengibre no forno e usá-lo para fazer chá também!

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