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Filosofando com as panelas

Entenda melhor seu organismo através das filosofias culinárias que surgem quando estamos com a barriga no fogão!

  • Filosofando com as panelas

    Lista de 10 atitudes para motivar a cozinhar mais em casa

    Como tomar gosto pela cozinha?

    Várias pessoas já me perguntaram como fazer os olhinhos brilharem na hora de ir para a cozinha, mas a verdade é que não existe receita pronta. Ainda que a gente se conecte com a alimentação, não há nenhuma garantia que você vai executar pratos com um sorrisão na cara todos os dias. Até eu, que vivo da cozinha e sou fascinada pelo universo culinário, sou de vez em quando surpreendida pela preguiça. Nessas ocasiões a banana vira jantar, e tá tudo bem.

    A ideia desse post é incentivar você a adotar pequenas-grandes atitudes que aos poucos irão te fazer repensar a terceirização massiva da sua alimentação. Acredito que cozinhar muda o mundo e amo incentivar as pessoas a descobrir novos sabores e a ouvir as panelas. 

    No fim das contas, comer é só um pretexto para conectar com o mundo. 

     

    Foto da @laradias

    Bora?

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  • Filosofando com as panelas

    Como comprar e fazer azeites aromatizados

    Azeite: como escolher?

    Em geral me considero uma pessoa minimalista, mas confesso que não resisto a um bom azeite. Sei que muita gente não tem acesso aos azeites extravirgens, pois são bem mais caros. Mas, se você puder, compre um de responsa e use em menor quantidade, garanto que vai valer muito a pena.

    Fiz uma enquete no meu Instagram, o @cebolanamanteiga, para perguntar se a galera sabe escolher azeite e mais de 90% respondeu que não, por isso vim contar o que ter em mente na hora de comprar um azeite extravirgem, considerando que você vai usá-lo para finalizar pratos, ok?

    Ah, é bom dizer que o azeite extravirgem nada mais é que a primeira prensagem das azeitonas em temperatura controlada, por isso ele contém mais nutrientes.

     

    Primeiro, verifique a ACIDEZ

    Um azeite de excelente qualidade precisa ter a acidez até 0,2%, e isso vai significar mais nutrientes e um azeite puro. Mas saiba que um azeite extravirgem pode conter acidez até 0,8%. Alguns azeites são tão ácidos que o fabricante sequer coloca no rótulo essa informação. 

    Uma questão de PUREZA

    veja no rótulo se o azeite não é misturado com outros óleos (geralmente consta “óleo composto”), ou com azeite refinado. Isso garante a PUREZA

    Foto da @laradias

    Compre azeites em VIDROS ESCUROS

    escolha azeites embalados em VIDRO ESCURO, pois o contato com a luz acelera o processo de oxidação das gorduras monoinssaturadas. Levo isso tão a sério que sou daquelas que disfarçam pegam o azeite do fundo da prateleira ?;

    Descubra qual te agrada mais

    Experimente quantas marcas puder para entender seu gosto. Os azeites podem apresentar muita variação de sabor. Uns são mais frutados, outros herbais, picantes, amargos… Por isso, recomendo tomar uma colherzinha de azeite e cheirar bastante para ir se habituando ao tipo pra chamar de seu.

    Receitas de AZEITES AROMATIZADOS

    Você vai precisar de um vidro escuro bem higienizado. Você pode ferver o vidro ou passar álcool para garantir que não está contaminado. 

    Pra começar bem, brinque com ervas secas, que têm menor risco de contaminação.

    Azeite com alho, tomilho e orégano

    150ml de azeite extravirgem

    1 alho dourado em frigideira

    1 cl. (chá) de tomilho desidratado

    1 cl. (chá) de orégano desidratado

    Azeite com zimbro e alecrim

    150ml azeite extravirgem

    7 bagas de zimbro

    1 cl. (sopa) de alecrim desidratado

    Azeite de manjericão e louro

    150ml de azeite

    1 cl. (sopa) de manjericão desidratado

    1 cl. (sopa) de louro desidratado

    Azeite com óleo essencial

    150ml de azeite

    3 gotas do óleo essencial comestível de sua preferência. Sugiro cardamomo, manjerona ou mandarina amarela. 

    Tomates cereja confitados

    Foto da amiga @camilarochacv

     

    Para tomatinhos que explodem na boca, assados no azeite, clique aqui. 

    Se você é do time da conserva de pimentas, clica aqui. 

     

    Foto da amiga @laradias

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  • Filosofando com as panelas

    O que cozinhar te ensina sobre viver a vida

    Ou como ser uma pessoa melhor com as lições que a cozinha te dá

    Sempre quis ser uma dessas avós que se negam a acreditar que os netos já comeram o suficiente. Bolo, pudim, broa, macarrão, cafezinho. Sabe aquela terceira concha de arroz que escorrega na direção do seu prato e você, satisfeito, mas besta de tudo, insiste em recusar? Pois ela tem o poder de elevar a alma em suspiros e renovar nossa tão golpeada humanidade.

    O caldo de vegetais frescos cozido em fogo baixo é capaz de penetrar nos nossos ossos, devolvendo cada perda acumulada durante o dia. A boa cozinha te desperta para uma nova existência, abraça a gente por dentro. O que quero dizer, caro leitor, é que essa concha de arroz se resume na expressão do mais puro amor.

    E o ato de cozinhar, pasmem, é uma lição pra toda vida.

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  • Filosofando com as panelas

    A cebola, o ego, a meditação e a cozinha

    Muitos leitores perguntam o porquê do nome “Cebola na Manteiga” e hoje vim aqui contar para vocês de onde ele surgiu. Quando penso numa comidinha sendo feita em casa o primeiro cheiro que vem à cabeça é aquele que levanta da panela quando pico uma cebola em pétalas, cubos ou rodelas, bem do jeitinho que der na telha, pré aqueço uma frigideira e coloco esse alimento lindo para descansar e dourar em fogo médio. 

    O cheiro que brota nessa hora invade a casa, minha memória e a vizinhança. Desse singelo ato podem nascer sopas, caldos, arroz, cremes, frigideiras de legumes multicoloridos, refogados, assados, risotos… Uma verdadeira inspiração!

    Além disso, a cebola possui importância simbólica em algumas culturas e cultos espalhados pelo mundo. Há quem compare a estrutura folhada do bulbo, que não chega a nenhum núcleo, à própria estrutura do nosso ego, que vai se descortinando quando abrimos nossos olhos para o plano espiritual. A partir daí nada mais constitui obstáculo ao espírito universal. É como se cada camada do ego fosse descascada, assim como as camadas de uma cebola, até encontrar a vacuidade, a quietude do espírito. 

    Clique da @laradias, num dia em que a Cebola mostrou-se toda coração

    Osho, mestre do despertar da consciência, prega que “deve-se descascar a própria personalidade, camada por camada, da mesma forma que se descasca uma cebola. Basta descartar essas camadas. Novas camadas estarão presentes e, finalmente, chega o momento em que a cebola desaparece e sobre apenas um vazio nas mãos. Esse momento é o momento da iluminação. Não se pode desejá-lo, porque o desejo acrescenta outra camada à cebola, e é uma camada muito mais perigosa do que qualquer outra (…) Depois de descascar completamente a cebola, quando o ego evaporar, a iluminação estará lá. Mas não se pode dizer: “Tornei-me iluminado.” O “eu” não está mais presente, é a iluminação que está presente”.

    Bonito, né?

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  • Filosofando com as panelas

    Cozinha da Terra – uma parceria do Cebola com a Fábrica de Hortas

    Essa oficina foi criada para conectar 3 coisas que a gente ama:  horta ao ar livre, ingredientes sazonais, orgânicos e locais com comidinhas deliciosas cheias de cor e textura!

    Vamos fazer um passeio pela Fábrica de Hortas, um espaço que fica no Bairro Santa Lúcia em BH, para reconhecer PANC´s (Plantas Alimentícias Não Convencionais) e desmistificar a ideia de que entender de plantas e cozinhar com elas não é para qualquer um. Acreditamos que a CONEXÃO com a natureza é possível através do resgate do botânico que existe dentro de nós!

    Na oficina também mostraremos como cultivar cogumelos frescos em casa!

    Teremos um café da manhã leve e delicioso de 09 às 09:30hs para receber todo mundo.

    Após, faremos uma mini meditação, e às 10hs partiremos para a aventura de reconhecer as PANC´s, aprender a plantar uma jardineira incrível que no fim da oficina você vai levar pra casa.

    Em seguida, colheremos ingredientes frescos e orgânicos e demonstraremos como cozinhar com eles, abrindo os olhos para um mundo de possibilidades na cozinha!

    Para inscrever, basta clicar aqui!

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  • Filosofando com as panelas

    Gosto de carne tanto quanto você (mas parei de comer assim mesmo!)

    Quando me vem à memória os jantares da minha família é inevitável pensar nos assados, churrascos e carnes demoradamente cozidas na pressão. Em resumo, meu histórico alimentar tem a carne como ingrediente principal desde criança: comia embutidos no café da manhã, carne grelhada no almoço, peito de peru no lanche, pizzas e salgadinhos sempre cheios de presunto, carne moída, frango, etc.

    A paixão era tanta que cheguei a me tornar “burguer hunter” em 2017: toda semana visitava hamburguerias e escrevia um review sobre os melhores burguers da minha cidade. E era normal receber os amigos em casa e fazer, de uma só vez, 5kg de burguers de 200g cada de todos os tipos possíveis.

    Era como se tivesse desligado o botão da percepção que nos leva a entender a origem dos ingredientes, do cultivo à mesa. 

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  • Filosofando com as panelas

    Cozinhar muda o mundo (ou como se alimentar com comida de verdade)

    Afinal, o que é comida de verdade? Contar calorias é uma forma de alimentação saudável? O que é de fato um alimento funcional? Como nutrir o organismo gastando pouco?

    A resposta para essas perguntas é muito mais simples do que a gente pode imaginar: cozinhe em casa! 

    As pessoas se perguntam como combater o aquecimento global, a degradação ambiental e as injustiças sociais.

    Thomas Morus, o maior humanista do Renascimento,  foi assertivo ao dizer que “qualquer mudança começa pela comida. Vamos comer alimentos locais, orgânicos, sazonais e deliciosos. Vamos lidar com os alimentos com as nossas próprias mãos, e não deixar a sua produção apenas nas mãos das corporações.”

    Alimentação saudável e comida de verdade é nada menos que tomar consciência do que se come.

    Alimentação funcional é aquela que realmente funciona para cada pessoa, que cabe na rotina, que cabe no seu bolso.

    Não é à toa que a palavra alimentar vem do Latim “alere”, que significa “fazer crescer”, “nutrir”, “curar”, “tratar”. 

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  • Filosofando com as panelas

    Dicas para planejar sua alimentação semanal

    O cenário é corriqueiro: você está em casa, a vontade de cozinhar aparece, você caminha até a geladeira e não encontra os ingredientes para aquela receita que imaginou. Quando encontra, os ingredientes não combinam e você não consegue pensar em algo que possa fazer.

    Já passou por isso alguma vez?

    Nesse post você vai encontrar dicas de como planejar uma alimentação semanal criando uma conexão com a comida. 

    Pequeninas ações são capazes de otimizar as compras, transformando o consumo desmedido em consciente e tornando o “fazer feira” num passeio onde todo mundo sai ganhando.

    Anote as dicas:

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  • Filosofando com as panelas

    Cozinhar é manifestar amor

    Quando alguém compara a arte da cozinha a uma tarefa enfadonha, com certo ranço na fala, como se cozinhar fosse um trabalho subjugado e inferior, sempre repito essa frase do querido Mia Couto: “cozinhar não é um serviço, e sim um modo de amar os outros”.

    Essa passagem está incrustada na minha mente faz tempo, tanto que sempre que quero agradar alguém ofereço comida. Apesar do apreço à expressão, só fui descobrir há pouco que ela vem de um conto do Mia, chamado “A avó, a cidade e o semáforo”. Esse conto me emociona todas as vezes que leio, por isso resolvi partilhar aqui no Cebola na data de hoje, pois 10/05 é dia do cozinheiro!

    Considero que todos que dedicam tempo à própria alimentação, desde o cultivo dos ingredientes, passando pelo estudo até o ato de sentar-se à mesa reverenciando o que se tem o prato, podem ter a honra de sentir-se parte do universo incrível que permeia essa profissão.

    Um salve aos cozinheiros e a todos que reconhecem seu valor!

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  • Filosofando com as panelas

    Sua fome é real?

    Vivemos numa sociedade onde a comida é vista como forma de amenizar nossa inquietação: comemos para comemorar, comemos para sentir conforto e segurança, comemos na tentativa de afastar a tristeza, comemos porque sentimos um vazio-de-não-sei-o-que, comemos por comer, confundimos até mesmo sede com fome.

    Perdemos a capacidade de escolher nossos alimentos e deixamos de ouvir os sintomas da fome real que o corpo emite. Em consequência, sobrecarregamos nosso sistema com comida e mais comida, acordamos e dormimos cansados, nos irritamos com facilidade, apresentamos digestão lenta e pouca disposição para o dia-a-dia.

    Diante desse cenário de desconexão entre a mente, corpo e espírito, a indústria farmacêutica, sempre disponível para encontrar a pílula ou o alimento encapsulado que promete solução instantânea dos problemas relacionados à alimentação, propõe milagres: remédio para emagrecer, remédio para abrir o apetite, remédio para digerir melhor os alimentos, remédio para aumentar a capacidade metabólica, pílulas e mais pílulas diagnosticadas muitas vezes sem que antes nos sejam ensinados auto questionamentos básicos que nos permitem conectar com nossa fome ou minimamente entendê-la. 

    Além de a sociedade ter banalizado ato de comer, ela fomenta o consumo desmedido de comida, a ponto de o desperdício de alimentos ser algo visto por muita gente como absolutamente normal, ainda que pessoas ao redor do mundo morram diariamente por inanição.

    Diante desse cenário, repensar nossa relação com o alimento é algo urgente. Do contrário, estaremos aprisionados a esse loop infinito que enriquece a indústria e fragiliza as pessoas.

    Se alguém se identificou com esses sintomas que vem da falta de conexão com nosso organismo, é hora de mu-dança!

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