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Filosofando com as panelas

Entenda melhor seu organismo através das filosofias culinárias que surgem quando estamos com a barriga no fogão!

  • Filosofando com as panelas

    Como fazer e cuidar de uma composteira doméstica (minhocário)

    A mudança incrível que a composteira faz na vida

    Falo muito sobre a importância da gente cuidar do lixo que produz, pois é aquela velha história, de fato: não existe isso de “jogar fora”. Quando percebemos o meio ambiente como extensão do nosso território, acabamos por absorver a necessidade de cuidar dele.

    Antes eu achava que compostar o lixo era uma coisa que jamais se encaixaria na minha rotina. Pensava que iria feder a casa inteira, que minhocas andariam pela sala, enfim, um tanto de crenças me afastavam da compostagem.

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  • Filosofando com as panelas

    História de uma ex-carnívora voraz

    Quando me vem à memória os jantares da minha família é inevitável pensar nos assados, churrascos e carnes demoradamente cozidas na pressão. Em resumo, meu histórico alimentar tem a carne como ingrediente principal desde criança: comia embutidos no café da manhã, carne grelhada no almoço, peito de peru no lanche, pizzas e salgadinhos sempre cheios de presunto, carne moída, frango, e por aí vai.

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  • Filosofando com as panelas / Receitas / Receitas veganas

    Molho de tomate

    Fecho os olhos, despejo o que está aqui dentro no teclado do computador pois hoje meus pensamentos não tinham tempo para papel e caneta. Mesmo diante de todos os compromissos cumpridos, das novas propostas feitas aos clientes, dos produtos embalados, dos quilos de papéis organizados, de tudo pronto e formulado, cursos dados, escrivinhanças aleatórias para o blog, planejamento das próximas semanas e todas as coisas relacionadas ao trabalho que ocuparam minha agenda hoje, a culpa vem me visitar dizendo que não estou fazendo o suficiente.

    O que é o suficiente? Quantos copos de café? Quantas respirações profundas? Quantos repetições seguidas sem intervalo? Quantas dores de coluna? Quantos alinhamentos? Quantas cervejas com os amigos deixadas para depois?

    O problema está no valor que nos ensinam a atribuir às tarefas. No meu caso, antes de trocar de carreira, vestia roupa importante e defendia pautas cruciais no ministério público, falava diante de vários juízes, fazia audiências, elaborava contratos e acordos cheios de negociação que iam e vinham, iam e vinham. Hoje faço coisas que a sociedade cadastra como pequenas, como entregar pequenas encomendas, dar aulas ensinando a utilizar ingredientes de forma integral e criar receitas ouvindo a intuição.

    Quanto mais o tempo passa, menos sinto a presença da culpa, mas de vez em quando ela insiste em berrar no meu ouvido, especialmente às segundas. Talvez em dez ou vinte anos ela continue fazendo visita, mesmo que eu siga ressignificando esses valores impostos e autoimpostos e me colocando num lugar de eterna construção. Nesses dias cinzas acolho a danada, passo a mão na cabeça dela e levo para cozinhar, que é para não esquecer o porquê desse reboliço bonito em mim.

    Escolho uma receita simples, rápida e saudável de molho de tomate, que pode ser congelado em potinhos bem vedados para ter sempre em mãos.

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  • Filosofando com as panelas

    A paixão italiana pela comida local e o fetiche da comparação

    O amor dos italianos pela comida local

    Os italianos valorizam tanto sua comida que ela virou um ícone no resto do mundo. Porém, minha experiência de viagem pela Itália, que durou quase um mês, não foi tão magnífica assim. Passei por dez cidades, no total, e confesso que esperava massas diferentes e fantásticas, mas em vez disso comi muito molho de tomate ácido por lá, inclusive nos restaurantes indicados pelo Guia Michelin. Afora que fazer refeições completas gastando em Euro não é nada barato para a maior parte de nós, brasileiros, ainda mais nesse momento político e econômico tão frágil.

    Por outro lado, os ingredientes italianos me impressionaram muito: são simplesmente fantásticos, pois existe no país, que é relativamente pequeno, produtores rurais aos montes, então a comida local é fresca, colorida e deliciosa. Até os produtos processados contém menos substâncias danosas à saúde, se compararmos com os produtos brasileiros, já que o governo aqui facilita a vida das grandes indústrias o tempo todo. Os rótulos italianos são muito bem construídos, contendo até o percentual de cada ingrediente.

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  • Filosofando com as panelas

    Cozinha-verdade

    ira e mexe me perguntam como fiz pra aprender a cozinhar e sempre respondo a mesma coisa: tentando, errando, tentando, errando, tentando outra vez e finalmente acertando (ou não). Há vezes que testo uma receita 5, 10 vezes até ficar do jeito que quero. O primeiro passo é ter humildade e reconhecer que não nascemos sabendo. Se não tentarmos, como vamos aprender?

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  • Filosofando com as panelas

    Lista de 10 atitudes para motivar a cozinhar mais em casa

    Como tomar gosto pela cozinha?

    Várias pessoas já me perguntaram como fazer os olhinhos brilharem na hora de ir para a cozinha, mas a verdade é que não existe receita pronta. Ainda que a gente se conecte com a alimentação, não há nenhuma garantia que você vai executar pratos com um sorrisão na cara todos os dias. Até eu, que vivo da cozinha e sou fascinada pelo universo culinário, sou de vez em quando surpreendida pela preguiça. Nessas ocasiões a banana vira jantar, e tá tudo bem.

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  • Filosofando com as panelas

    O que cozinhar te ensina sobre viver a vida

    Ou como ser uma pessoa melhor com as lições que a cozinha te dá

    Sempre quis ser uma dessas avós que se negam a acreditar que os netos já comeram o suficiente. Bolo, pudim, broa, macarrão, cafezinho. Sabe aquela terceira concha de arroz que escorrega na direção do seu prato e você, satisfeito, mas besta de tudo, insiste em recusar? Pois ela tem o poder de elevar a alma em suspiros e renovar nossa tão golpeada humanidade.

    O caldo de vegetais frescos cozido em fogo baixo é capaz de penetrar nos nossos ossos, devolvendo cada perda acumulada durante o dia. A boa cozinha te desperta para uma nova existência, abraça a gente por dentro. O que quero dizer, caro leitor, é que essa concha de arroz se resume na expressão do mais puro amor.

    E o ato de cozinhar, pasmem, é uma lição pra toda vida.

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  • Filosofando com as panelas

    A cebola, o ego, a meditação e a cozinha

    Muitos leitores perguntam o porquê do nome “Cebola na Manteiga” e hoje vim aqui contar para vocês de onde ele surgiu. Quando penso numa comidinha sendo feita em casa o primeiro cheiro que vem à cabeça é aquele que levanta da panela quando pico uma cebola em pétalas, cubos ou rodelas, bem do jeitinho que der na telha, pré aqueço uma frigideira e coloco esse alimento lindo para descansar e dourar em fogo médio. 

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