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    Conserva de alho cru

    “Vão fazê um arroz alhudim hoje?”

    Tempero é uma coisa engraçada, né? Aqui em Minas Gerais existe um costume de se colocar alho em muitas preparações (para não generalizar e dizer todas). Só de sentir o cheiro de alho refogando já imagino a tradicional duplinha feijão&arroz bem “alhuda”, um desbunde!

    No dia a dia, eu simplesmente processo o alho cru e depois guardo num pote coberto com óleo de girassol dentro da geladeira. Vou usando e completando com o óleo, para não oxidar e ficar com aquele gosto rançoso terrível.

    Para variar um pouco essa receita, às vezes coloco um talo de alho poró junto, como na foto. Também vale adicionar gengibre e pimenta dedo de moça, além de ervas frescas e especiarias.

    Minha mãe adiciona sal para conservar ainda mais, mas não vejo necessidade, pois faço pouca quantidade a cada vez já que prefiro salgar a comida na hora, para garantir que vou acertar o tempero. A verdade é que não existe jeito certo e cada um conserva o alho como pode!

    Alho em excesso faz mal?

    Mas a coisa que quase ninguém sabe é que a família botânica aliáceos (cebolinha, alho poró, cebola, nirá e chalotas) agitam a mente. Aprendi isso estudando Ayurveda e percebi que alguns ingredientes agitam mesmo meu corpo, por isso deixei de consumi-los todos os dias, especialmente no período noturno. Não é à toa que os yogis evitam alho e cebola: segundo essa turma, tais ingredientes ativam a “paixão”, o que atrapalha a meditar.

    Teve uma vez que empolguei tacando gengibre em tudo, depois é que fui perceber o tanto que isso estava influenciando meu sono, cheguei a ter noites muito mal dormidas…

    Acho importante olhar para os alimentos a partir dessa perspectiva, fico realmente fascinada com o tanto de coisas que um único pedacinho de ingrediente pode causar no nosso corpo quando a gente consome em excesso. Já parou para reparar se tem algum que você come todos os dias?


    Fotos por @taiobabrava, pelos olhos da @luizabongir

  • fermentados / Receitas

    Mingau de milho feito com leite de coco e missô

    Antes, um dedo de prosa

    Meu prazer pela comida passa metade pelo gosto, metade pela textura. Tem dias em que acordo para crocâncias, noutros para cremosidades. A maior parte dos meus leitores do blogue e também dos clientes das consultorias de planejamento alimentar diz que sequer presta atenção na textura dos alimentos quando estão na cozinha (a geminiana conversadeira aqui sempre pergunta isso, hahaha!).

     


    Foto da @luizabongir em parceria com @taiobabrava

    Aqui em casa tento pensar nos pratos que vou cozinhar antevendo o sabor e textura, para não enjoar da minha própria comida. Fazer e comer mingaus nesses tempos sombrios de pandemia tem sido um ritual de amor comigo mesma. Cada vez sai uma receita diferente, ora doce, ora salgada.

    Ontem, último dia do mês de junho de 2020, me dei folga e passei a manhã fazendo delícias em homenagem à São João, São José, Santo Antônio e São Pedro, pois o mês passou tão rápido que nem vi. Também teve pipoca e canjica doce, uma beleza.

    Na foto deste post, eis um mingau cremoso que não é doce nem salgado, acho que fica no meio termo.

    Receita do mingau de milho (serve 2 cumbucas pequenas)

    Fiz assim: cozinhei 4 espigas de milho fresco, debulhei e bati no liquidificador com 2 xícaras de leite de coco bem grossinho. Mas é para bater bastante, sem dó, hein?

    Depois coei para deixar bem lisinho, levei para a panela e cozinhei em fogo baixo até engrossar. Como o milho entra cozido, você pode optar por cozinhar o tempo que preferir, ou seja, a textura fica por sua conta!

    Desliguei o fogo e adicionei 1 colher (sopa) de missô 

    Ah, o missô entra como ingrediente opcional, pois só o leite de coco e o milho já brilham juntos sem precisar de mais nada! Se não for usar, opte por adoçar ou salgar da maneira que preferir.

    Também já fiz um mingau parecido, hidratando farinha de canjica no leite de coco (mesma proporção para ambos) e ficou cremosíssimo. 


    Para mais receitas com leite de coco, chega mais!


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