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Receitas veganas

Receitinhas inovadoras para quem não consome produtos de origem animal, seja por questões políticas, ambientais ou simplesmente por escolha! A ideia é cozinhar com ingredientes especiais, coloridos e cheios de textura, pois levamos em conta o ponto de cada ingrediente. #govegan

  • Receitas / Receitas veganas

    Angu mole com cogumelos (polenta)

    Fiz uma enquete no Instagram para perguntar qual é a comida afetiva que mais balança coraçõezinhos e a maior parte das pessoas respondeu angu. Por aqui digo o mesmo, cresci comendo o angu que minha mãe fazia. Quando sobrava, ela fritava e era uma alegria sem fim morder aqueles nacos duros bem temperados, dava até disputa pelos mais tostadinhos. 

    É claro que a arquibancada de mineiros que me segue têm grande responsabilidade pelo resultado dessa pequena pesquisa nada séria, mas como teve gente até do Pará perguntando como faz, vim trazer uma receita simples de angu mole com cogumelos, que fiz com fubá de milho crioulo vermelho. 

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  • Receitas veganas / sobremesas

    Sorvete de banana

    Não tenho palavras para esse sorvete. Você pode fazer apenas com bananas ou colocar outros ingredientes no meio, como cacau em pó, por exemplo. É que a base só leva bananas de qualquer tipo (exceto as da terra) cortadinhas em rodelas, que são congeladas e depois de batidas viram um sorvete inacreditável.

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  • Receitas / Receitas veganas / Receitas vegetarianas / sobremesas

    Calda agridoce de jabuticaba

    Caqui é minha fruta preferida. Ao invés de ficar triste por ela não estar disponível o ano inteiro, prefiro esperar abril, quando vibro de felicidade com a chegada da sua época. Em fevereiro já começo a salivar pensando na hora de cortar em gomos, ralar casca de limão por cima e encher a boca com aquele suco tudo. Afora as geleias, caldas doces e salgadas, tortas, chega a ser pornográfico pra mim.

    Em todos os países que já visitei (não são tantos assim, mas tenho notícias parecidas pelos meus amigos), puxo assunto sobre comida e não demora muito tempo para a galera falar das nossas frutas, tão diversas, tão peculiares, tão tão. Semana passada bateu uma vontade danada de comer uma torta gelada com calda doce enquanto eu estava resolvendo uns corres do meu curso na Savassi, um bairro conhecido em Belo Horizonte pelas muitas possibilidades de restaurantes, cafés, livrarias com coisinhas para comer e cantinhos desse tipo. Como quase nunca minha boca saliva por doces, decidir andar alguns quarteirões a mais para caçar alguma sobremesa.

    Fui em quatro lugares, nenhum deles tinha opção com caldas de frutas brasileiras, mas todos tinham cheesecake com morangos (tá fora de época), framboesas e blueberries (importadas!), que custam muitos dinheiros e vêm congeladas e embaladas em plástico. Nada de frutas frescas, muito menos frutas brasileiras dessa época. Que fetiche cruel inventado pelo capital esse de gostar tanto de alguma coisa só por que ela não tá disponível, né?

    E não para por aí: a lógica do mercado maltrata os pequenos produtores. Novembro é época de jabuticaba e mamão, por exemplo. Com a produção a todo vapor, há mais dessas frutas disponíveis do que em outras épocas do ano. Com isso, o preço cai e, ainda que a demanda aumente, se não vender rápido elas estragam. Por causa dessa soma de fatores os donos de grandes mercados se aproveitam da grande oferta para pagar menos a quem produziu.

    E se a gente procurasse para comprar somente o que está na época? E se a gente encomendasse esses frutos, frutas, legumes e verduras da estação para criar uma demanda? E se ao invés de irmos ao supermercado, frequentássemos mais feiras?

    É com essas ideias que trago hoje uma receitinha delícia e simples de calda agridoce de jabuticaba, um sucesso para servir com risotos, saladas e sorvetes. Certa vez fiz um bolo de milho e joguei por cima a calda quentinha, recém feita, ficou de babar!

    Por fim, não sou muito de ficar falando das propriedades nutritivas dos alimentos por que acho que o comer vai muito além disso, mas vale dizer que a jabuticaba contém ferro, fósforo, vitamina C e boas doses de niacina, que facilita a digestão e ajuda a eliminar toxinas. Puro amor!

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  • Receitas / Receitas veganas / Receitas vegetarianas

    Mingau de aveia com coco e banana

    Na tentativa de parar de comer farinha branca pela manhã tenho encontrado muitas alternativas para um café saudável e completo. A panqueca de grão de bico panqueca de aveia fermentada,por exemplo, têm sido boas aliadas. Eis que o mingau de aveia com coco e banana, que fica pronto em minutos, satisfaz e é muuuuuito gostoso, entrou de vez na minha vida!

    A textura dos ingredientes dessa receita é muito notável, principalmente se você colocar nibs de cacau, que confere a crocância. Usei pimenta do reino para temperar pois ela ajuda na absorção das vitaminas.

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    Rolinhos

    Rolinho é um negócio tão bom, MAS TÃO BOM, que eu tenho até dificuldade de dizer o tanto que gosto. A receita da foto é podre de chique: leva nada menos que folhas de uvas frescas que comprei no mercadão de São Paulo por um precinho ótimo no dia que fui dar um curso nas terras paulistas. Recheei as beldades com cogumelos fresquinhos e orgânicos da Feira Livre (se você é paulista e não conhece essa Feira, pelo amor da deusa vá conhecer, é uma associação muito bacana que reúne produtos orgânicos. É de chorar de legal!). Se você optar por rechear com cogumelos, faça o possível para comprar orgânicos, pois existem cultivos desses fungos que levam índices absurdos de agrotóxicos. E como eles não podem ser lavados, a situação é delicada.

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    Missoshiru

    Você sabe o que é o sabor umami?

    Fico sempre pensando em como os japoneses sabem das coisas. O missoshiru é uma refeição quentinha e saborosa, ideal para as manhãs frias de inverno ou para ajudar o corpo a recuperar a imunidade, pois ela dá bastante energia e esquenta que é uma beleza. Não é à toa que ela é consumida pelos japoneses com muita frequência.

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  • Receitas / Receitas veganas

    Palmito pupunha assado na folha de bananeira

    Passei anos da minha vida comendo palmito em conserva, até conhecer o palmito pupunha fresco, que inclusive é bem mais barato se você comprar de um pequeno produtor. Depois de assado, ele se torna macio por dentro, chega a praticamente desmanchar. Se você não conseguir folhas de bananeira para embrulhar antes de assar, sem problemas, é só usar papel manteiga que dá certo.

    Gosto de adicionar um pouco de cúrcuma (aquela raiz parente do gengibre, que também é conhecida como açafrão-da-terra), para dar cor ao prato!

    Sirva com arroz branco e, quem sabe, purê de banana da terra.

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  • Receitas veganas / sobremesas

    Goiabada cascão da roça

    Goiabada é a tradução de Minas Gerais (e tradição também!)

    Quando a safra de goiaba começa a ficar escassa, lá para o final de maio, é hora de fazer goiabada cascão para ter na geladeira o ano todo. Para isso, é preciso guardar o doce em potes de vidro e fazer de modo que toda a água seque.

    A receita abaixo é uma adaptação da receita do Hugo e da Clélia, moradores de Itapecerica-MG. Eles me ensinaram cada passinho da goiabada, mas preciso confessar que acrescentei algumas especiarias e um pouco de suco de limão na hora de fazer. O preparo original do casal leva só goiaba e açúcar, nada mais.

    A Sõnia Hirsch, minha cozinheira e autora preferida, é quem fala bastante dessa simplicidade boa na cozinha. Vou transcrever um trecho da crônica “Doces doces”, do livro “Paixão emagrece, amor engorda”, onde ela ensina a receita de um doce de banana que leva apenas bananas: “(…) na cozinha bebo dois copos de água fresca e vejo a penca de bananas do sítio, pra lá de maduras, a casca ficando preta. Simples e fácil descascar, cortas as pontas e colocar sem mais cuidados na panela de pedra com uma pitada de sal. Tampar e acender um fogo bem baixo, para que o calor aos poucos vá fazendo as bananas suarem. Suarem tanto que o suor vira calda, o esqueleto da banana aparece, a calda concentrada se reincorpora em forma de banana; e quando o cheiro estiver escandalosamente doce, o doce está pronto. A vizinha não acredita que não coloquei açúcar. Questão cultural: o Brasil colônia cresceu em cima dos engenhos de cana, e a gulodice criou uma receita padrão onde se põe sempre metade açúcar, metade fruta. Para quê? Para enjoar, decerto. Porque precisar, não precisa. Uns cravinhos, talvez um pau de canela, tudo bem. Mas para puxar o sabor, a pitada de sal já resolve. Sutil assim, realçando o gosto. Feito um vaso de flores no canto certo para atrair e irradiar bons fluidos. Feito a felicidade, que independe dos milhões que você tem no banco, ou não tem”.

    Essa passagem é tão afetiva! Me lembra as cozinheiras de Minas Gerais, da roça, que fazem doces como ninguém.

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  • Receitas veganas / sobremesas

    Barrinha de cereal pedaçuda

    Essa barrinha faz sucesso por onde passa!

    A verdade é que faço várias versões dela, usando os ingredientes mais baratos que encontrar. E isso depende do lugar onde compro e da época também. A ideia é brincar bsatante, inventar combinações, tirar uma coisa aqui e colocar outra ali.

    Observando os ingredientes-base, que cito abaixo, o resto é complementar.

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