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chocolate

  • Filosofando com as panelas

    A paixão italiana pela comida local e o fetiche da comparação

    O amor dos italianos pela comida local

    Os italianos valorizam tanto sua comida que ela virou um ícone no resto do mundo. Porém, minha experiência de viagem pela Itália, que durou quase um mês, não foi tão magnífica assim. Passei por dez cidades, no total, e confesso que esperava massas diferentes e fantásticas, mas em vez disso comi muito molho de tomate ácido por lá, inclusive nos restaurantes indicados pelo Guia Michelin. Afora que fazer refeições completas gastando em Euro não é nada barato para a maior parte de nós, brasileiros, ainda mais nesse momento político e econômico tão frágil.

    Por outro lado, os ingredientes italianos me impressionaram muito: são simplesmente fantásticos, pois existe no país, que é relativamente pequeno, produtores rurais aos montes, então a comida local é fresca, colorida e deliciosa. Até os produtos processados contém menos substâncias danosas à saúde, se compararmos com os produtos brasileiros, já que o governo aqui facilita a vida das grandes indústrias o tempo todo. Os rótulos italianos são muito bem construídos, contendo até o percentual de cada ingrediente.

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  • Chás / Receitas

    Dicas e receitas de óleos essenciais e infusões para lidar com as fases menstruais

    Somos cíclicas, lunares, deusas

    Vivemos numa cultura patriarcal que nos poda, maltrata e nos faz odiar nosso corpo e nosso sangue. Ser mulher, por si só, é um tabu: “fecha as pernas, senta direito, masturbar é feio, tira a mão daí, não fale palavrão, seja discreta, sorria, homem é assim mesmo, aceite, acate, reprima, esconda, se cale”.

    São tantas culpas, amarras, regras e posturas impostas que é fácil esquecer do quanto nós, mulheres, somos cíclicas e poderosas. Consequentemente, perdemos a conexão com a alimentação, com o corpo, com a escuta interior. Lembro bem que quando iniciei minha vida sexual na adolescência:  inventava desculpas para não encontrar meu namorado nos dias em que a menstruação chegava, de tanta vergonha. A mídia, a indústria alimentícia e farmacêutica  nos vendem receitas prontas que contribuem para que a gente se desconecte da nossa melhor versão e do lado feminino.

    A sociedade é cruel com a mulher. Vemos propagandas de absorventes com sangue azul que nos mostram como ficar plenas na “pior” fase, vendendo a ideia de que o sangue deveria ser escondido. Vemos meninas emendando cartelas de anticoncepcional para não menstruar no fim de semana,  mulheres em salas de cirurgia para reconstruir o hímen e “adequar” a vulva a um padrão estético inatingível, livros e mais livros de educação sexual maquiando a real fisiologia da vulva, demonstrando o órgão sexual feminino como um buraco feito para acolher o pênis. 

    Mas POR QUÊ?

    Por que somos julgadas, perseguidas, mortas simplesmente por sermos mulher?

    Como a menstruação, tão natural e inerente ao feminino, pode ser considerada suja?

    Em que momento da história a conexão com nosso corpo se perdeu?

    Quando fomos obrigadas a nos calar?

    Por que a mulher é subjugada, reprimida, tolhida de seus direitos?

    Por que as escolas têm livros que nos levam a crer que nossas vulvas são deformadas?

    Quando eu tinha 13 anos um médico, diante do meu quadro de terríveis cólicas, indicou o uso de anticoncepcional sem sequer fazer qualquer exame. É claro que determinados medicamentos podem ser clinicamente indicados para determinados quadros médicos, o que questiono hoje é o uso indiscriminado deles. No meu caso, usei hormônios por toda a vida sem questionar o porquê daquilo. 15 anos depois de tanta anestesia, senti vontade de entender meu corpo como ele é, e tem sido uma surpresa incrível. Estou usando cada fase do meu ciclo para potencializar minhas habilidades, para ter mais paciência comigo mesma e mais autocuidado.

    Precisamos questionar, precisamos nos CONHECER!

    Inspirada nessa nova fase da vida e no avanço do feminismo, para honrar o corpo da mulher e tudo que envolver a essência feminina, resolvi escrever esse post-manifesto que traz infusões, dicas de alimentos e óleos essenciais para adotar em cada ciclo, além de dicas variadas de materiais para ler e ouvir que podem abrir caminho para o autoconhecimento. 

    A aromaterapeuta Letícia Marinho (@le_marinho e @essenciall.co) nos brindou com indicações de Óleos Essenciais para cada fase do ciclo menstrual. Para entender o uso seguro dos OE, acesse aqui o e-book que ela elaborou sobre o tema. Letícia promove o incrível Workshop Ciclo Feminino e Ferramentas para o Bem-Estar da Mulher.

    Vamos juntas?

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  • Receitas / Receitas veganas / Receitas vegetarianas

    Receitas de panquecas para os dias adomingados

    Minha afetiva relação com as panquecas

    Passei bons dias da minha adolescência assistindo filmes em VHS com meu pai, pois nossa cinefilia conversava. Ficávamos horas fazendo verdadeiras maratonas diante da televisão. Como assistíamos filmes policiais e de suspense, portanto na maior parte das vezes americanos, vira e mexe via cenas de cafés da manhã onde as pessoas comiam panquecas feitas na hora. Isso acalentava meu coração de uma maneira muito querida.

    Diante daquelas cenas eu visualizava como seriam os dias adomingados em família no futuro, o desjejum com suas texturas, o café coado entrando pelas narinas e passeando pelo meu cabelo despenteado e rosto amassado pelo recém acordar, tudo na companhia de um bom livro e quiçá de uma luz entrando por uma fresta da cortina amarelada pelo tempo.

    Mas nunca pensei que elas realmente fariam parte do meu dia a dia, muito menos que teria um leque de receitas de panquecas variadas na manga. Em homenagem às memórias dos melhores momentos que tive com meu pai, resolvi trazer um compilado das 3 receitas de panqueca que mais amo.

     

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  • Filosofando com as panelas

    O que cozinhar te ensina sobre viver a vida

    Ou como ser uma pessoa melhor com as lições que a cozinha te dá

    Sempre quis ser uma dessas avós que se negam a acreditar que os netos já comeram o suficiente. Bolo, pudim, broa, macarrão, cafezinho. Sabe aquela terceira concha de arroz que escorrega na direção do seu prato e você, satisfeito, mas besta de tudo, insiste em recusar? Pois ela tem o poder de elevar a alma em suspiros e renovar nossa tão golpeada humanidade.

    O caldo de vegetais frescos cozido em fogo baixo é capaz de penetrar nos nossos ossos, devolvendo cada perda acumulada durante o dia. A boa cozinha te desperta para uma nova existência, abraça a gente por dentro. O que quero dizer, caro leitor, é que essa concha de arroz se resume na expressão do mais puro amor.

    E o ato de cozinhar, pasmem, é uma lição pra toda vida.

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  • Receitas / Receitas veganas / Receitas vegetarianas

    Creme de abóbora com leite de coco fresco

    Pense numa receita cremosa, cheirosa, aveludada e nutritiva!

    Caso não queria fazer o leite de coco em casa, tudo bem, mas saiba que o leite fresco é outra coisa. Ele é muito mais simples de executar do que muitos imaginam, e como essa receita não usa o leite de um coco inteiro, você terá a vantagem de poder usar noutras comidinhas, como um chocolate quente vegano, por exemplo. 

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  • Receitas / Receitas vegetarianas / sobremesas

    Brownie de farinha de castanha

    Um brownie quentinho acompanhado de uma bela xícara de chá aquece o coração da gente!

    Se for feito em casa com ingredientes de qualidade e já no forno exalar cheiros convidativos que preenchem a casa inteira, nem se fala!

    John Gerard, um herbalista de mão cheia, certa vez disse que “se os odores podem produzir satisfação, eles são tão soberanos nas plantas e tão agradáveis que nenhuma confecção dos boticários pode se igualar à sua excelente virtude”. Bonito, né?

    A ideia da receita de hoje foi inspirada nessa frase! Vou ensinar a fazer um brownie pra lá de cheiroso! Por isso, temos 2 ingredientes especiais: óleo essencial (OE) de amêndoas amargas e farinha de castanha do pará. 

    A Farinha de castanha do Pará é leve, nutritiva e apresenta incríveis propriedades, como ácidos graxos saudáveis, poucos carboidratos ou óleos, fibras, minerais e vitaminas. Ela também é uma importante fonte de selênio, mineral essencial para acionar enzimas que combatem os radicais livres!

    Já o óleo essencial de amêndoas amargas da Lazslo, segundo a própria marca, é um “potente anti-inflamatório, empregado em dores articulares, artrite, fibromialgia, bursite, LER, tendinite, reumatismo, etc. É um poderoso anti-infeccioso, fortalece o sistema imunológico e a auto-estima, possui propriedades parecidas com a canela”.

    As propriedades terapêuticas desse OE de amêndoas amargas não param por aí: ele é um potente anti-inflamatório, empregado em dores articulares, artrite, fibromialgia, bursite, LER, tendinite, reumatismo, etc. É também anti-infeccioso e fortalece o sistema imunológico!

    Quem vem?

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  • Receitas

    Brigadeiro de milho verde

    São tantas as receitas queridinhas do público em tempos de festa junina que só de pensar faz a boca salivar e o coração ficar quentinho: cocada, quentão, pipoca, chocolate quente, maçã do amor, canjica, arroz doce, bem-bocado, doce de abóbora, quebra queixo, rosquinhas de São João, vinho quente, churros, favo holandês, suco de milho verde, pé de moleque, caldo de mandioca, galinhada, broa, milho, curau, doces feitos com tapioca, empadão, pão de queijo, canjica, amendoim, pastel, cachorro-quente, crepes, caldo de feijão, canjiquinha, paçoca, polenta, bolo de fubá…

    Hoje temos um brigadeiro de MILHO VERDE! Faça o teste e desafie os amigos a adivinharem qual é esse ingrediente especial, e depois volte pra contar o que achou!

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