• Filosofando com as panelas

    Rede de apoio para famílias com filhos recém chegados

    SEVA

    O SEVA é um movimento da Kundalini Yoga que forma uma rede provisória de pessoas para servir, durante os primeiros 40 dias do nascimento ou adoção de um bebê, comida (de preferência) feita em casa. Nunca pratiquei Kundalini, mas achei essa gentileza tão bonita que resolvi compartilhar aqui para mais gente conhecer!

    Há algum tempo organizo e também me junto a esse tipo de movimento (dentro e fora do Kundalini), e quando compartilho um pouco disso nas minhas redes sociais, as pessoas sempre pedem dicas para criar um movimento assim, então vim mostar um pouco do que aprendi pelo caminho.

    Pelo que observei, geralmente 20 pessoas se juntam, entre familiares, vizinhos e amigos, para cozinhar as refeições para a família que ganhou mais um membro. Cada um fica responsável pela alimentação de um dia inteiro ou, se for o caso, apenas do almoço/jantar – toda ajuda é válida! Então, quanto mais gente disponível na rede, menor o trabalho de cada pessoa envolvida nesses 40 dias.

    Uma lista de dicas você montar sua própria rede de apoio

    1) É preciso ter empatia e formar uma rede comprometida de verdade. Dê preferência aos amigos, vizinhos e familiares da família, costuma funcionar melhor. Contudo, é claro que você pode beneficiar pessoas desconhecidas, tem sempre alguém precisando de ajuda!

    2) Pergunte se as pessoas não gostam de algum alimento ou têm restrições alimentares. Essa informação é importante e deve ser destacada! Não resolve enviar comidas que a família não pode comer (acredite, isso acontece!).

    3) Entenda a rotina da família e, a partir daí, defina uma hora fixa para entrega da comida (ex: 12 às 13 horas). Cada membro da rede pode se comprometer a fornecer um almoço ou, se preferir, a alimentação de um dia inteiro, como falei lá em cima. Tudo vai depender da forma como a coisa foi toda foi combinada. Nas redes que participei, nos comprometíamos a mandar apenas o almoço, mas eu quis fazer agradinhos e mandei várias pastinhas que duram bastante tempo na geladeira para os lanches.

    4) A criação de uma planilha online (“Google Excel” ou “Trello” por exemplo) facilita pelo fato das informações poderem ser inseridas coletivamente de forma simultânea. Sugiro que você estabeleça colunas dos dias 01 ao 40 para que a rede vá preenchendo de acordo com a disponibilidade de cada um. Vale a pena incluir endereço de e-mail e telefone dos membros para o caso de alguma emergência.

    5) Se você não sabe cozinhar, não tem problema: encomende comidas saudáveis com alguém que saiba ou se inspire nas receitinhas fáceis aqui no blogue. Vale, inclusive, deixar na planilha o telefone de pessoas que façam esse serviço, para o caso de rolar algum imprevisto.

    6) Prefira comidas com o menor teor de sódio, gordura e açúcar. Não precisa nem explicar, né?

    7) Se estiver ao seu alcance, compre alimentos agroecológicos e se planeje para deixar os grãos de molho. Nessa fase nova da vida as pessoas já têm emoções demais para lidar, ninguém precisa de uma digestão pesada…

    8) Cozinhe com intenção e carinho (acredito que isso faz toda diferença!);

    9) A entrega deve acontecer na casa da família, mas não pode virar motivo de visita. Respeito máximo aqui, tá? O que tem de gente sem noção querendo fazer dessa entrega uma visita não tá no gibi.

    Material com sugestões sobre o que cozinhar

    Dieta para resguardo: recebi esse material, que compartilho aqui para fins ilustrativos, que conta com dicas sobre o que cozinhar para famílias em resguardo. Preciso comentar que não concordo com muitas coisas que estão indicadas ali, pois sigo uma alimentação bem mais simples, barata e sem uso de ingredientes animais, mas dá para ter uma boa noção do que fazer!


    Gostou do post? Manda para os amigos, quem sabe mais gente é contemplada com essa ideia?


    Foto do post por Thaize Campideli.

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