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Receitas

  • Receitas veganas

    Merlino

    Quando estou turistando num lugar novo, é engraçado como fico aberta a todas as coisas. Fiquei pensando como seria a vida se adotasse essa postura de ver tudo com olhos curiosos na cidade onde moro

    Num dos passeios de bicicleta com o Dani pelas ruas de Florença, nos deparamos com uma loja de chá: “Mago Merlino Tea Shop”. Entramos.

    O dono, um italiano de setenta e poucos anos, muito alegre e bom de papo chamado Rocco, viaja pelo mundo garimpando objetos mágicos “que contenham história e fantasia” para compor as prateleiras da loja. Comprei um bocado do café mais cheiroso da minha vida e uma mão de folhas de Cannabis Sativa com alto índice de CBD para a cólica que estava sentindo. Papo vai, papo vem, ele fez convite pra conhecemos uma outra casa de chá que mantém com visível orgulho há várias décadas. Tomamos Chai numa saleta que parecia ter parado no tempo, acompanhado de biscoito de coco e anis estrelado enquanto falávamos de política, até que a conversa inevitavelmente chegou na cozinha

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  • pratos principais / Receitas / Receitas veganas / Receitas vegetarianas

    Assado de legumes agridoce

    Exite um mito de que cozinhar é uma coisa complicada demais.

    Esse assado de legumes vem para facilitar a vida na cozinha nos dias de correria. Ele pode ser feito por qualquer pessoa, qualquer uma mesmo! Inclusive sugiro que você chame uma criança para fazer com você, tornando esse ato um exercício de aproximação do alimento. 

    Prepare-se para perfumar a casa inteira enquanto espera essa delícia sair do forno.

    Pode ser feito com qualquer tipo de vegetal que você tiver na geladeira. Corte-os como quiser e use a criatividade!

    Bora?

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  • Chás / Receitas

    De útero para útero: dicas e receitas de óleos essenciais e infusões para lidar com as fases menstruais

    Somos cíclicas, lunares, deusas

    Vivemos numa cultura patriarcal que nos poda, maltrata e nos faz odiar nosso corpo e nosso sangue. Ser mulher, por si só, é um tabu: “fecha as pernas, senta direito, masturbar é feio, tira a mão daí, não fale palavrão, seja discreta, sorria, homem é assim mesmo, aceite, acate, reprima, esconda, se cale”.

    São tantas culpas, amarras, regras e posturas impostas que é fácil esquecer do quanto nós, mulheres, somos cíclicas e poderosas. Consequentemente, perdemos a conexão com a alimentação, com o corpo, com a escuta interior. Lembro bem que quando iniciei minha vida sexual na adolescência:  inventava desculpas para não encontrar meu namorado nos dias em que a menstruação chegava, de tanta vergonha. A mídia, a indústria alimentícia e farmacêutica  nos vendem receitas prontas que contribuem para que a gente se desconecte da nossa melhor versão e do lado feminino.

    A sociedade é cruel com a mulher. Vemos propagandas de absorventes com sangue azul que nos mostram como ficar plenas na “pior” fase, vendendo a ideia de que o sangue deveria ser escondido. Vemos meninas emendando cartelas de anticoncepcional para não menstruar no fim de semana,  mulheres em salas de cirurgia para reconstruir o hímen e “adequar” a vulva a um padrão estético inatingível, livros e mais livros de educação sexual maquiando a real fisiologia da vulva, demonstrando o órgão sexual feminino como um buraco feito para acolher o pênis. 

    Mas POR QUÊ?

    Por que somos julgadas, perseguidas, mortas simplesmente por sermos mulher?

    Como a menstruação, tão natural e inerente ao feminino, pode ser considerada suja?

    Em que momento da história a conexão com nosso corpo se perdeu?

    Quando fomos obrigadas a nos calar?

    Por que a mulher é subjugada, reprimida, tolhida de seus direitos?

    Por que as escolas têm livros que nos levam a crer que nossas vulvas são deformadas?

    Quando eu tinha 13 anos um médico, diante do meu quadro de terríveis cólicas, indicou o uso de anticoncepcional sem sequer fazer qualquer exame. É claro que determinados medicamentos podem ser clinicamente indicados para determinados quadros médicos, o que questiono hoje é o uso indiscriminado deles. No meu caso, usei hormônios por toda a vida sem questionar o porquê daquilo. 15 anos depois de tanta anestesia, senti vontade de entender meu corpo como ele é, e tem sido uma surpresa incrível. Estou usando cada fase do meu ciclo para potencializar minhas habilidades, para ter mais paciência comigo mesma e mais autocuidado.

    Precisamos questionar, precisamos nos CONHECER!

    Inspirada nessa nova fase da vida e no avanço do feminismo, para honrar o corpo da mulher e tudo que envolver a essência feminina, resolvi escrever esse post-manifesto que traz infusões, dicas de alimentos e óleos essenciais para adotar em cada ciclo, além de dicas variadas de materiais para ler e ouvir que podem abrir caminho para o autoconhecimento. 

    A aromaterapeuta Letícia Marinho (@le_marinho e @essenciall.co) nos brindou com indicações de Óleos Essenciais para cada fase do ciclo menstrual. Para entender o uso seguro dos OE, acesse aqui o e-book que ela elaborou sobre o tema. Letícia promove o incrível Workshop Ciclo Feminino e Ferramentas para o Bem-Estar da Mulher.

    Vamos juntas?

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  • Receitas / Receitas veganas / Receitas vegetarianas

    Falafel assado

    Falafel são bolinhos fritos típicos do Oriente médio, feitos com grão-de-bico e temperados com especiarias como alho, cebolinha, salsa, cominho e coentro.

    Você pode usar como acompanhamento o tahine (aquela pasta de gergelim), salada, ou homus!

    Vale também espremer limão por cima. Essa receita rende cerca de 7 bolinhas. 

    Optei por assá-los ao invés de fritar, mas se você quiser fazer da maneira original, recomendo o uso de um óleo vegetal bem novinho e mais saudável que o de soja, como o de canola, por exemplo.

    Quem vem?

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  • Receitas / Receitas veganas / Receitas vegetarianas

    Receitas de panquecas para os dias adomingados

    Minha afetiva relação com as panquecas

    Passei bons dias da minha adolescência assistindo filmes em VHS com meu pai, pois nossa cinefilia conversava. Ficávamos horas fazendo verdadeiras maratonas diante da televisão. Como assistíamos filmes policiais e de suspense, portanto na maior parte das vezes americanos, vira e mexe via cenas de cafés da manhã onde as pessoas comiam panquecas feitas na hora. Isso acalentava meu coração de uma maneira muito querida.

    Diante daquelas cenas eu visualizava como seriam os dias adomingados em família no futuro, o desjejum com suas texturas, o café coado entrando pelas narinas e passeando pelo meu cabelo despenteado e rosto amassado pelo recém acordar, tudo na companhia de um bom livro e quiçá de uma luz entrando por uma fresta da cortina amarelada pelo tempo.

    Mas nunca pensei que elas realmente fariam parte do meu dia a dia, muito menos que teria um leque de receitas de panquecas variadas na manga. Em homenagem às memórias dos melhores momentos que tive com meu pai, resolvi trazer um compilado das 3 receitas de panqueca que mais amo.

     

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  • entradinhas / Receitas / Receitas veganas / Receitas vegetarianas

    Como fazer homus

    O que é homus?

    Homus ou húmus (do árabe hummus) é um alimento típico da cultura árabe feito a partir de grão-de-bico cozido. É uma pasta vegana, deliciosa e saudável, que pode ser conservada em pote hermeticamente fechado por até 05 dias na geladeira.

    Como o homus é comido no oriente

    O jeito mais tradicional de comer é com nacos de pão pita (aquele pão árabe fininho). Basta rasgar o pão com as mãos e mergulhar numa porção genenosa de homus.

    Se você gosta de carnes,  sirva com o homus em temperatura ambiente, pois o calor o faz virar um molho de consistência espessa e aveludada.

    Para comer com sanduíches, espalhe bem sobre o pão como se fosse manteiga, lembrando que o excesso pode amolecer o pão.

    No Oriente existem até mesmo casas e bares especializadas nessa pastinha!

    Quem vem?

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  • pratos principais / Receitas veganas

    Como fazer poke, sunomono e chucrute

    Sobre comer na combuca

    A combuca é uma coisa tão brasileira e querida que só o fato de ver uma comida fresca ali depositada já acalenta meu coração. Segundo o que li na Wikipédia, “combuca” vem do tupi “kui’mbuka”  e significa ‘espécie de cuia’. Lindo, né? É realmente um gesto bonito levar a combuca à boca e sorver o alimento dali de dentro, com a sensação de que todo o conteúdo é meu e só meu, sem qualquer culpa pelo egoísmo da não partilha. Deve ser daí a expressão popular “meter a mão em combuca”, que nada mais significa do que adentrar em terreno onde não se é chamado, expor-se ao perigo.

    Composição do poke fresco

    O poke que proponho hoje leva chucrute, uma conserva de repolho fermentado, considerado prato típico da culinária alemã, e consumido em todo o mundo. Sua base é o repolho cortado em finas tiras. Além disso, tem sunomono, uma conserva feita com pepino, vinagre de arroz, açúcar e gergelim. Afora isso, cogumelos caramelados, cubos de manga, gergelim negro e branco. Todos os ingredientes interagem bem, causando contrastes que combinam.

    Mãos à obra:

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